ITABUNA - A cidade de Itabuna, no sul do estado, volta e meia aparece noticiário nacional por conta da onda de violência e tráfico de drogas que assola a cidade há quase uma década. Na noite de domingo, o município mais importante da região cacaueira foi parar na tela da Globo por conta de um “elefante branco”, termo que se dá para obras públicas que são construídas, mas nunca termina. Ou quando são concluídas, não servem para nada.
No Fantástico do domingo (12), o minicentro de convenções da cidade, dotado de um anfiteatro, aparece na lista de “elefantes brancos” do Brasil, ao lado do Papódromo de Maceió, em Alagoas, e de escolas e hospitais do Cuiabá, no Mato Grosso, e de viadutos que ligam o nada a lugar nenhum. A obra consumiu R$3,5 milhões do total de R$20 milhões previstos para a construção, mas está parada desde 2006.
Quando indagado pela equipe de reportagem do fantástico sobre os motivos que levaram à paralisação da obra, um produtor cultural da cidade diz que a briga política entre os grupos dos ex-prefeitos Fernando Gomes (PMDB), mais conhecido como “Fernando Cuma”, e Geraldo Simões (PT), hoje deputado federal, está no centro da questão.
Enquanto não se resolvem, o elefante branco itabunense, com quase cinco anos de vida, continua lá, mostrando toda a feia imponência de obras abandonadas. Para completar, a construção está em terras de Fernando Gomes, que é conhecido também por ter erguido nos anos 90 um viaduto apenas para ligar sua casa ao centro da cidade.
* Informações: Bocão News

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